Existem várias evidências científicas que falam que as mulheres sedentárias apresentam uma importante diminuição do condicionamento físico durante a gestação, sendo a inatividade física um dos fatores associados a uma maior possibilidade de surgimento de doenças durante e após a gestação. No entanto outros estudos comprovam que a manutenção de exercícios de intensidade moderada durante a gravidez não complicada proporciona diversos benefícios para a saúde da mulher.

Mulheres que já se exercitavam antes da gravidez e continuam durante a gestação tendem a ganhar menos peso e suportam melhor as exigências físicas do parto natural. A atividade cardiovascular durante a gestação é mais alta do que no período não gestacional, porém a prática regular de exercícios reduz essa demanda cardiovascular, levando a diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial, além do aumento no volume de sangue circulante e na capacidade de oxigenação e da redução da incidência do diabetes gestacional. Em mulheres que já tem diabetes gestacional, a atividade física contribui para manter os níveis glicêmicos normais durante essa fase.

Por meio da prática de atividades físicas regulares, as gestantes podem diminuir as diversas dores de origem musculoesquelética, em razão do fortalecimento dos músculos fracos e alongar os tensos e encurtados, levando à adoção de uma postura mais adequada. O exercício colabora pra o aumento do gasto energético da gestante, sendo coadjuvante no controle do peso corporal, evitando uma maior sobrecarga articular. Além de oferecer benefícios emocionais, com o aumento da autoconfiança e auto-estima, propiciando  também uma maior sensação de bem-estar em virtude da elevação da produção de neurotransmissores como a serotonina e beta-endorfina.

Marilia Folha