Category: Artigos


Alimentação, nutrição, ou a simples forma como nos alimentamos, são temas que concorrem ao lado dos exercícios físicos.

Qualquer pessoa que mantém uma prática regular de exercícios, mantém também algum tipo de rotina alimentícia específica, mas o nível em que a atividade física pode influenciar sobre as minúcias  destas rotinas ainda é um campo de pesquisa desconhecido.

Em pesquisa realizada para a revista de Psiquiatria Clínia, a especialista Sheila Assunção, concluiu que atividade física excessiva voltada para controle de peso é um comportamento muito freqüente entre indivíduos com transtornos alimentares. Porém além da questão psicológica ainda há estudos que comprovam uma supressão fisiológica do apetite, conseqüente dos exercícios físicos.

Quatro hormônios, conhecidos como adipocinas, são os principais atores da supressão de apetite, a adiponectina, a leptina, a grelina e o PYY . O mais curioso é que esses hormônios são secretados pelo próprio tecido gorduroso e em situações de obesidade, onde esse tecido é bastante abundante, o efeito supressor de apetite desses hormônios é anulado.

Para Eduardo Ropelle, pesquisador da Unicamp e do Instituto de Obesidade e Diabetes, o exercício físico age para que as adipocinas sejam ativadas novamente. Pesquisadores da UNIT também afirmaram que esse processo parece ocorrer tanto de maneira imediata após aos exercícios como também a longo prazo.

Apesar dos importantes achados, todos pesquisadores concordam que há pouca conclusão acerca dos métodos e imensidades que afetam de forma específica as ações das adipocinas, fazendo-se necessário mais estudos sobre o tema.

Rafael de Souza.

Fontes: http://hcnet.usp.br/ipq/revista/vol29/n1/4.html http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/820/883
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u612926.shtml

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O que é ADE?

 

atds3_th1Recentemente este blog chegou a orgulhosa marca de 10.000 acessos e estatisticamente o artigo mais lido em todos os tempos é um dos primeiro postados. Justamente sobre esta substância, o ADE, que tem ocupado espaço cada vez maior nas academias.

Desta Forma se faz necessário uma nova explanação sobre o tema para esclarecimento de dúvidas, já que o produto é tão procurado pelos internautas. 

       A “A-D-E Injetável Emulsificável Pfizer” é um remédio de uso veterinário com a função prevenir doenças, carências de vitaminas A-D-E, suprir as reservas vitamínicas em fases difíceis do ano, aumentar a resistência às infecções e auxiliar no tratamento de doenças infecciosas.

     Segundo a bula do remédio o A-D-E Injetável Emulsificável Pfizer é um produto estéril e pronto para uso. Contém as Vitaminas A, D3 e E em quantidades equilibradas, capazes de atender as exigências orgânicas dos animais, constituindo, pois, eficaz tratamento quer curativo, quer profilático, nas hipovitaminoses A, D e E.

            Sua aplicação é recomendada para Bovinos, Eqüinos, Suínos, Ovinos rodrigogr2e Caprinos, destacadamente não recomendada para o uso em Cães e Gatos. Não se faz menção alguma sobre a aplicação em humanos, mas pode se imaginar que o laboratório nunca esperaria que homens se utilizariam de óleo veterinário para satisfazerem suas necessidades estéticas.

            O uso em humanos é motivado por uma resposta fisiológica do corpo que não absorve essa substância e gera uma cápsula envolvendo esse óleo, que consequentemente aumenta o volume do local em que ele foi injetado.

             A ADE, não aumenta força ou volume muscular, de forma sucinta, há simplesmente um aumento volumétrico de uma estrutura por conta de uma resposta defensiva do corpo, tentando preservar a homeostase.carlaotd42
          O uso prolongado em seres humanos causa hipervitaminose e o local onde o óleo foi injetado corre o risco de necrosar. Definitivamente uma triste opção.

 

 

 

 Rafael de Souza

 

 

É Necessário Alongar?

alongamento-beneficiosO exercício de alongamento é comumente utilizado e amplamente difundido, observamos em academias e locais públicos, que a prática deste exercício é quase que uma unanimidade antes de qualquer prática de esportes, como musculação, caminhada e outros. Este fenômeno é explicado pela crença popular e consequente divulgação por parte dos profissionais de possíveis benefícios advindos do alongamento, tais como profilaxia para lesões e dores musculares.

 

Porém estudos que vem sendo realizados desde a ultima década, tem demonstrado que os efeitos do alongamento não são tão benéficos como se preconiza há anos.  Médicos e especialistas americanos vêm estudando o exercicio e segundo o Doutor  Andersen, não há evidencias fisiológicas que confirmem que o alongamento pode prevenir lesões musculares. Outros pesquisadores afirmam que os exercícios de alongamento representam uma grande solicitação para a estrutura elástica das fibras musculares e podem ser a causa de lesões musculares. Além disso, pesquisas também registram efeitos adversos na performance de atletas e praticantes de musculação, onde ocorre a diminuição momentânea de força após exercícios de alongamento, como citado nos estudos do Professor Paulo Gentil da Universidade de Brasilia.

 

O alongamento é uma prática como tal, que por décadas se tornou a companheira fiel de qualquer atividade física. Como lido em uma bíblia ou como um mandamento fundamental do esporte, o alongamento vêm sendo utilizado pelos praticantes de exercícios físicos como a melhor forma de se preparar para a atividade, acreditando-se que terá a função de preparar o corpo e as estruturas para toda e qualquer intempérie das sessões de treino, além de ser um agente profilático das dores conseqüentes do treinamento. alongamento1

 

Porém a literatura atual, preocupada em estudar e se aprofundar em temas como este, versa que os alongamentos não possuem as funções tanto pregadas por décadas. Inúmeros autores mostraram a ineficácia dos alongamentos com forma de prevenir lesões e quando aprofundaram seus estudos ainda descobriram uma grande influência negativa sobre a produção de força, um importante achado que revoluciona algumas práticas no esporte de alto nível.

 

É confirmado que o exercício de alongamento tem grande influência sobre os níveis de flexibilidade, apesar de não ser a única maneira de se incrementar essa capacidade física.

alongar3Diante deste quadro se faz necessário uma pesquisa esclarecedora que traga componentes comprobatórios destes recentes achados, para que a prática de alongamentos seja mais elaborada e entendida por parte dos estudantes, futuros profissionais e profissionais que já atuam e tanto prescrevem esses tipos de treinos.

 

Rafael de Souza

bebe-forte Durante décadas ver uma criança dentro de um sala de musculação era condenável, passível da mais alta reprovação social e acadêmica. Tudo isso provocado por uma teoria desenvolvida há anos baseada na fragilidade óssea que faz parte da constituição infantil.

A criança ainda não tem o seu sistema ósseo totalmente calcificado, e principalmente as epífises, ou extremidades dos ossos, ainda são cartilagem mole e frágil. Os antigos estudiosos acreditavam que a sobrecarga através de treino com pesos poderia lesionar essas cartilagens e essas lesões prejudicariam o crescimento e desenvolvimento estrutural do infante.

Porém reflexões acerca do que era divulgado foram desenvolvidas e através de analogias e testes práticos, foi descoberto que o impacto de atividades desportivas como o basquete, o futebol ou o balé, seriam muito mais lesivos proporcionalmente do que a musculação para as estruturas infantis.

A musculação é talvez a atividade esportiva com a maior condição de controle de variáveis, principalmente a intensidade. Durante um jogo de futebol o treinador não consegue controlar com que força uma criança vai chutar uma bola. No basquete não há como controlar a altura que o jovemp3836285dt atleta vai saltar para manter um impacto seguro. Porém na musculação todas as cargas são controladas, o professor tem condições ideais para adequar todas as exigências da idade, o movimento é controlado de forma detalhada e segura e os benefícios são tão interessantes quanto os de qualquer outro esporte.

Segundo Roberto Simão, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o treinamento de força além de aumentar a resistencia e a força muscular pode influenciar positivamente em vários aspectos da saúde e forma física das crianças. A musculação pode corrigir alguns padrões anatômicos, reduzir o risco musculacao de lesões nas atividades esportivas, incrementar a coordenação motora e melhorar o desempenho geral da criança nas diversas atividades do dia-a-dia.

Pesquisadores americanos do Colorado College e da University of Connecticut, afirmam através de revisões em diversas pesquisas que crianças podem ter ganhos em força muscular, sem necessariamente terem o aumento do tamanho dos músculos. Além disso, há evidencias que comprovam um efeito favorável sobre a densidade óssea desde que uma carga adequada e ideal seja aplicada.

Rafael de Souza

Sentindo dor no Ombro?!

Existem diversos tipos de articulações no nosso corpo, que podem ser classificadas pela complexidade articular, pelo número de eixos presentes em seu movimento e pela capacidade de realizar movimentos. A articulação do ombro, ou coráco-umeral, é uma articulação do tipo Diartrose Esferoidal, ou seja, é uma estrutura das mais complexas, revestida por uma bolsa cartilaginosa e lubrificada por uma substância conhecida por líquido sinovial, sendo capaz de realizar inúmeros movimentos, por ter uma configuração esférica.

Justamente por realizar diversos movimentos e por ser bastante complexo, o ombro é uma das estruturas que mais incomodam os praticantes de musculação. Queixas de dores no Ombro são constantes e aparentemente é o maior desconforto nas salas de academias.

Um dos fatores que podem incidir sobre as dores ou possíveis lesões de ombro, é a flexibilidade. Pesquisas confirmam que os riscos de lesões articulares são maiores quando a flexibilidade da articulação é muito baixa, muito alta ou muito diferente entre os lados dominantes.

São vários os tipos de lesões ou patologias articulares. As entorses, bastante comuns no tornozelo, se caracterizam pelo estiramento ou laceração de ligamentos ocasionados por uma torção anormal dos ossos articulares, tendo como sintomas dor e inchaço.

Porém as lesões mais comuns de ombro são as luxações e as bursites. A primeira, geralmente ocasionada por quedas ou sobrecarga excessiva, se caracteriza por um deslocamento dos ossos articulares, causando dor, inchaço, deformidade articular e perda na capacidade de realizar movimento. Já a bursite é uma lesão ocasionada por uso excessivo de uma articulação, que acaba produzindo irritação por atrito e inflamação das bolsas articulares (bursas). Dor e inchaço são comuns na bursite.

Patologias ósteo-articulares também são responsáveis por dores nos ombros. Artrites, como a artrite reumatóide e a osteoartrite, são exemplos de patologias das mais comuns. Esta última acometendo geralmente ex-desportistas ou praticantes ávidos de esportes.

São inúmeros os fatores que incidem sobre o desconforto da articulação do ombro, esta é uma das queixas mais escutadas dentro da musculação, porém nada mais importante que a atividade física para se prevenir e curar a dor. O acompanhamento e diagnóstico de um médico ortopedista são primordiais para que seu professor de Educação Física possa trabalhar com qualidade o seu benefício.

Não deixe que o ombro lhe atrapalhe e siga em frente!

Rafael de Souza

As pessoas costumam voltar à academia após um período afastadas com certa revolta, por conta de terem perdido tudo aquilo que tinham conquistado.

O fenômeno do destreinamento é um fato comprovado, que respeitando a grande lei da individualidade biológica, é perceptível mais em uns de que em outros. Por isso pode-se ocorrer em algumas semanas ou ao longo dos anos.

Segundo o professor Ph.D, do Colorado College, Steven Fleck, o destreinamento é um processo de descondicionamento que afeta o desempenho, porque diminui a capacidade fisiológica. Ou seja, quando interrompemos nossa rotina de treinamentos as estruturas do nosso corpo que haviam se desenvolvido através dos estímulos específicos, tendem a regredir para um estágio de menor atividade fisiológica.

Contudo pessoas que têm como objetivo a qualidade de vida ou até mesmo a estética, não devem encarar o destreinamento como fator desmotivante. Parar de treinar foi um erro, mas para todos os erros existem correções.

O Colégio Americano de Medicina Esportiva, realizou uma pesquisa com três grupos distintos de idosos, levando em consideração a prática de exercícios físicos. O primeiro grupo consistia de idosos que treinaram por toda a vida, mas interromperam a prática após a velhice. O segundo grupo era composto por idosos que nunca treinaram quando jovens, mas tinham iniciado a rotina de treinos na velhice. E no último grupo constavam idosos que nunca haviam treinado.

Segundo os estudos do Colégio Americano de Medicina Esportiva, o segundo grupo era o que apresentava os melhores fatores e variáveis que influenciavam positivamente na qualidade de vida dos idosos. Este fato contribui para reforçar que o destreinamento não deve ser tratado como um fator desmotivante.

É importante se conceber a idéia dos benefícios do treinamento físico e como esses benefícios se vão com a interrupção dos exercícios. Desta forma, a maneira mais coerente de se pensar e encarar os treinamentos, é que eles são parte de sua vida e devem perdurar junto com você.

“Keep Fit, Be Healthy”

Rafael de Souza

DOR

DOR MUSCULAR

Geralmente o primeiro desconforto relatado por novos praticantes de musculação é a dor muscular.

Sentir dor após uma série de exercícios de força é normal, ainda mais em iniciantes. A dor ocorre pelo simples fato de seus músculos estarem sendo sobrecarregados acima do normal.

Podemos sentir dor de forma aguda, durante ou imediatamente após os exercícios, isto por conta de isquemia ou acúmulo de metabólitos no tecido muscular. Porém o desconforto maior se dá de 24 a 48 horas após a sessão de exercícios, este fenômeno é conhecido como Dor Muscular Tardia (DMT).

A DMT parece estar relacionada intimamente com as micro lesões que ocorrem ao tecido muscular após uma sessão de treinamento. Desta forma, uma inflamação aguda seria o principal mecanismo causador da dor.

Apesar de tudo, o desconforto pode ser evitado. Exercícios de aquecimento específico nas máquinas onde ocorrerá a sessão de treino com cargas leves, podem prevenir a dor. Há uma grande corrente de especialistas que descredita o alongamento estático para tal fim, podendo ser executado apenas para aliviar a dor quando estaestiver presente.

Devemos contudo, agir com prudência, por isso qualquer desconforto que dure mais de três dias deve ser relatado a um médico ortopedista, principalmente se esta dor tiver gênese em articulações do corpo.

A dor muscular não deve ser um motivo para falta de estímulo ou medo da musculação. Como afirmado anteriormente, é uma resposta natural do nosso corpo às adaptações do treino, que nos fazem se desenvolver e ficarmos mais fortes.

Rafael de Souza