Archive for abril, 2010


Alimentação, nutrição, ou a simples forma como nos alimentamos, são temas que concorrem ao lado dos exercícios físicos.

Qualquer pessoa que mantém uma prática regular de exercícios, mantém também algum tipo de rotina alimentícia específica, mas o nível em que a atividade física pode influenciar sobre as minúcias  destas rotinas ainda é um campo de pesquisa desconhecido.

Em pesquisa realizada para a revista de Psiquiatria Clínia, a especialista Sheila Assunção, concluiu que atividade física excessiva voltada para controle de peso é um comportamento muito freqüente entre indivíduos com transtornos alimentares. Porém além da questão psicológica ainda há estudos que comprovam uma supressão fisiológica do apetite, conseqüente dos exercícios físicos.

Quatro hormônios, conhecidos como adipocinas, são os principais atores da supressão de apetite, a adiponectina, a leptina, a grelina e o PYY . O mais curioso é que esses hormônios são secretados pelo próprio tecido gorduroso e em situações de obesidade, onde esse tecido é bastante abundante, o efeito supressor de apetite desses hormônios é anulado.

Para Eduardo Ropelle, pesquisador da Unicamp e do Instituto de Obesidade e Diabetes, o exercício físico age para que as adipocinas sejam ativadas novamente. Pesquisadores da UNIT também afirmaram que esse processo parece ocorrer tanto de maneira imediata após aos exercícios como também a longo prazo.

Apesar dos importantes achados, todos pesquisadores concordam que há pouca conclusão acerca dos métodos e imensidades que afetam de forma específica as ações das adipocinas, fazendo-se necessário mais estudos sobre o tema.

Rafael de Souza.

Fontes: http://hcnet.usp.br/ipq/revista/vol29/n1/4.html http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/820/883
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u612926.shtml

Atualmente, a evolução tecnológica tem exigido do homem uma maior dinamização e produtividade, tanto no campo do trabalho, na capacitação profissional e nos estudos. Isto fez com que ele aumentasse o seu tempo acordado, sacrificando assim algumas horas de sono e comprometendo o desempenho nas tarefas que exigem esforço mental.

O sono é importante para a recuperação da saúde em situação de doença, enquanto a privação deste pode afetar a regeneração das células do corpo e consequentemente  a imunidade fica declinada.

O sono divide-se em  basicamente dois estágios: O sono REM,  que caracteriza-se por uma intensa atividade cerebral, seguida por flacidez e paralisia funcional dos músculos esqueléticos. E o sono não-REM, que ocupa cerca de 75% do tempo do sono, é onde diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal. Ocorre também o pico de liberação do hormônio do crescimento e da leptina; e o cortisol é liberado até atingir seu pico, no início da manhã. Distúrbios do sono como: apnéias do lactente; insônia; enurese noturna; parassonias; narcolepsia, são acarretados por alguma incoerência no sono não-REM

A inclusão de exercícios físicos tem trazido benefícios significativos, tanto na melhora efetiva quanto na rapidez do aparecimento desta melhora nos pacientes com tais distúrbios.

A contribuição que o exercício pode trazer para tais pessoas com distúrbios do sono pode ser principalmente das mudanças provocadas por ele no nível de produção de serotonina, um neurotransmissor do Sistema Nervoso Central. No plasma o triptofano é o único aminoácido que pode se ligar à albumina, e sabe-se que mudanças nas concentrações plasmáticas de triptofano não ligado a albumina, pode aumentar a produção da serotonina no encéfalo. A necessidade energética ocasionada pelo exercício físico faz com que as gorduras, armazenadas como reservas de energia sejam recrutadas, essas gorduras também se ligam com a albumina durante o exercício aeróbico, ocorrendo um aumento do triptofano não ligado a albumina, que vai ser absorvido pelo encéfalo e proporcionar um aumento na produção de serotonina. Da mesma forma, a prática de exercício físico faz com que diminua a concentração de outros aminoácidos como os BCAAs, deixando o triptofano livre, levando a um aumento da produção de serotonina.

Contudo Fazer exercícios físicos melhora a qualidade do sono das pessoas, no sentido de menor tempo para adormecer, maior duração do sono, maior tempo de sono em estado profundo e um melhor estado de alerta durante a vigília (dia). Nos pacientes com distúrbios do sono a inclusão de exercícios físicos é significativa, além da melhora na quantidade de alguns neurotransmissores, como a serotonina, responsáveis pelo sono.

Adolfo Reubens e Rafael de Souza

Referências:
1- BLOMSTRAND, E. et al. Changes in plasma concentrations of aromatic and branched-chain amino acids during sustained exercise inman and their possible role in fatigue. Acta Physiol. Scand., n. 133, p. 115-121,1988.
2- CHAOULOFF, F. Physical exercise and brain monoamines: a review. Acta Physiol. Scand., n. 137, p. 1-13,1989.

3- MARTINSEN,E.W. Benefits of exercise for treatment of depression.
Sports Medicine, v. 9, n, 6, p. 380- 389,1990.
4- McARDLE,W.D.;KATCH,F. I.;KATCH,V.L.Fisiologia do Exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1998.

1- BLOMSTRAND, E. et al. Changes in plasma concentrations of aromatic and branched-chain amino acids during sustained exercise inman and their possible role in fatigue. Acta Physiol. Scand., n. 133, p. 115-121,1988.

2- CHAOULOFF, F. Physical exercise and brain monoamines: a review. Acta Physiol. Scand., n. 137, p. 1-13,1989.

3- MARTINSEN,E.W. Benefits of exercise for treatment of depression. Sports Medicine, v. 9, n, 6, p. 380- 389,1990.

4- McARDLE,W.D.;KATCH,F. I.;KATCH,V.L.Fisiologia do Exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1998.