bebe-forte Durante décadas ver uma criança dentro de um sala de musculação era condenável, passível da mais alta reprovação social e acadêmica. Tudo isso provocado por uma teoria desenvolvida há anos baseada na fragilidade óssea que faz parte da constituição infantil.

A criança ainda não tem o seu sistema ósseo totalmente calcificado, e principalmente as epífises, ou extremidades dos ossos, ainda são cartilagem mole e frágil. Os antigos estudiosos acreditavam que a sobrecarga através de treino com pesos poderia lesionar essas cartilagens e essas lesões prejudicariam o crescimento e desenvolvimento estrutural do infante.

Porém reflexões acerca do que era divulgado foram desenvolvidas e através de analogias e testes práticos, foi descoberto que o impacto de atividades desportivas como o basquete, o futebol ou o balé, seriam muito mais lesivos proporcionalmente do que a musculação para as estruturas infantis.

A musculação é talvez a atividade esportiva com a maior condição de controle de variáveis, principalmente a intensidade. Durante um jogo de futebol o treinador não consegue controlar com que força uma criança vai chutar uma bola. No basquete não há como controlar a altura que o jovemp3836285dt atleta vai saltar para manter um impacto seguro. Porém na musculação todas as cargas são controladas, o professor tem condições ideais para adequar todas as exigências da idade, o movimento é controlado de forma detalhada e segura e os benefícios são tão interessantes quanto os de qualquer outro esporte.

Segundo Roberto Simão, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o treinamento de força além de aumentar a resistencia e a força muscular pode influenciar positivamente em vários aspectos da saúde e forma física das crianças. A musculação pode corrigir alguns padrões anatômicos, reduzir o risco musculacao de lesões nas atividades esportivas, incrementar a coordenação motora e melhorar o desempenho geral da criança nas diversas atividades do dia-a-dia.

Pesquisadores americanos do Colorado College e da University of Connecticut, afirmam através de revisões em diversas pesquisas que crianças podem ter ganhos em força muscular, sem necessariamente terem o aumento do tamanho dos músculos. Além disso, há evidencias que comprovam um efeito favorável sobre a densidade óssea desde que uma carga adequada e ideal seja aplicada.

Rafael de Souza

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